segunda-feira, 19 de abril de 2010

CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO DO ÁLCOOL E SUAS DOSAGENS.

O álcool etílico (etanol) é a substância que tem maior número de dependentes no mundo. Segundo dados, a OMS estima que 12 % da população mundial apresenta uso compulsivo, contudo, alguns especialistas acreditam que este número está muito subestimado. O etanol é uma das principais causas, direta ou indiretamente, de violência, acidentes e perdas pessoais e patrimoniais. Estima-se que mais de 60 % dos acidentes rodoviários graves, 90 % das internações psiquiátricas, meis de 54 % dos acidentes de trabalho e mais de 20 % das sepsrações conjugais são caudados pelo consumo exacerbado de álcool. A toxicidade do etanol se estabelece pelas vias oral, inalatória, subcutânea, intravenosa, intradérmica e intraperitoneal. Seus sintomas em fase de exposição aguda são: hipotermia, rubor facial, hipoglicemia acentuada, em crianças pode causar hipertermia e dispnéia; taquicardia, bradicardia, fibrilação atrial, bloqueio atrioventricular (BAV) e até parada cardíaca, angina em cardiopatas e diminuição do débito cardíaco, depressão respiratória, broncoespasmo, vômitos podem resultar em pneumonia aspirativa e edema pulmonar, confusão, ataxia, distúrbios de percepção e tato, desmaios, perda da coordenação de vários graus, coma, narcose e depressão generalizada, agressividade, alucinações, distúrbios cognitivos e afetivos e labilidade emocional, vômitos, sangramento intestinal, dor abdominal, hepatite tóxica, aumento agudo da atividade enzimática em associação com paracetamol e risco de hepatite tóxica ou fulminante, miopatias, miosite, mioglobinúria, rabdomiólise, edema, laringoespasmo, urticária e choque anafilático. Em casos crônicos, a pele pode apresentar-se seca, manchada, hiperemizada, miocardiopatias graves, disfunção ventricular, arritmias complexas, ICC, encefalopatia de Wernicke, amnésia, demência e sonolência constante, irritabilidade, psicose, agressividade, úlceras, hemorragias gastrintestinais, varizes esofágicas e gástricas, esteatose, fibrose, necrose, cirrose hepertensão hepatoesplênica, ascite, anemia, trombocitopenia, diminuição de testosterona, do cortisol, presença de ginecomastia, aumento do risco de tumores na pele, fígado, estômago, mama, próstata e intestino. 
A avaliação laboratorial do etanol pode ser qualitativa e quantitativa por meio dos seguintes materiais biológicos: urina, sangue, suor e ar expirado.
O volume total de álcool no sangue pode ser calculado de acordo com o sexo, peso e número de drinques consumidos pela pessoa por período de tempo. Nível de Álcool no Sangue (NAS) é definido como a medida padrão para este tipo de avaliação. Veja nas tabelas a seguir os níveis por períodos em homens (fig. 1) e mulheres (fig.2).

Figura 1 - Mostra o número de drinks na linha da esquerda (negrito) e seus níveis no sangue (NAS) de acordo com o peso (última linha - negrito) masculino.

Figura 2 - Mostra exatamente o que a figura 1 mostra, mas com apenas 5 drinks para as mulheres.

Efeitos típicos do álcool em relação aos NAS.
* 0,02% - relaxamento, tempo de reação diminui, bem estar.

* 0,40% - dose letal.
0,25 a 0,35% - a pessoa pode desmaiar; perder a consciência; risco de morte.
0,15 a 0,25% - risco alto de blackouts (apagamento) e acidentes.0,10% - prejuízo evidente do raciocínio e de coordenação; visivelmente bêbado.0,08% - a coordenação motora piora.0,06% - prejuízo do raciocínio, menor capacidade de processar informações.0,04% - o bem estar e o relaxamento continuam, mas o tempo de reação continua a diminuir e a descoordenação começa.

EXISTEM MUITAS MANEIRAS DE SE DESCONTRAIR SEM UTILIZAR O ÁLCOOL.



 
Bibliografia


WONG, A. Intoxicações exógenas - Conduta nas intoxicações por drogas de abuso in: Lopes, A. C. Diagnóstico e tratamento, vol. 3, ed. Manole, 711-840, 2007.